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30/01/2020 | 16:48 - Amazonas / Economia

AM. Em visita à fábrica da Michelin no PIM, Wilson Lima anuncia que Estado vai ampliar apoio à produção local de borracha

Diego Peres - Secom

“A empresa tem o plano de dobrar, até 2024, a aquisição de matéria-prima e a contratação de mão de obra para a indústria local. Isso é muito bom para o Amazonas, porque além de ampliar a oferta de vagas de empregos diretos, nós temos a chance de alavancar a produção da borracha local e gerar emprego e renda para muitos produtores”, afirmou Wilson Lima, que visitou a fábrica também acompanhado de secretários estaduais.

Executivos da empresa, que é líder global no mercado de pneus, apresentaram plano de expansão da unidade

O governador Wilson Lima foi conhecer de perto o projeto da multinacional francesa que vai ampliar a produção de pneus no Polo Industrial de Manaus (PIM). A visita à fábrica Neotec, da Michelin, localizada na AM-010, foi realizada na manhã desta quinta-feira (30/01). Acompanhado do superintendente da Zona Franca de Manaus, Alfredo Menezes, o governador disse aos investidores que o Estado já trabalha para incentivar a cadeia de produção da borracha no Amazonas.

“A empresa tem o plano de dobrar, até 2024, a aquisição de matéria-prima e a contratação de mão de obra para a indústria local. Isso é muito bom para o Amazonas, porque além de ampliar a oferta de vagas de empregos diretos, nós temos a chance de alavancar a produção da borracha local e gerar emprego e renda para muitos produtores”, afirmou Wilson Lima, que visitou a fábrica também acompanhado de secretários estaduais.

O presidente da Michelin para a América Latina, Nour Bouhassum, apresentou ao governador o plano de trabalho para aumentar em 100% a aquisição de borracha natural nos próximos dois anos. A ideia é abrir pelo menos mais 300 vagas de empregos diretos e outros 900 indiretos. Em 2019, o grupo já empregava 900 trabalhadores de forma direta e mais de 2.500 indiretamente, segundo dados da multinacional.

“O grupo pretende aumentar as exportações para o mercado nacional e países da América do Sul, além do México. Nós, enquanto Governo do Amazonas, já estamos trabalhando para esse novo momento. Imagine quantos produtores não querem se dedicar a essa atividade, mas não conseguem apoio? É aí que nós entramos, vamos apoiar aquele pequeno extrativista e vamos incentivar a produção. Ano passado nós pagamos, por meio da ADS, a subvenção da borracha, que estava atrasada e colocamos em dia. Tenho certeza de que estamos diante de um marco na história da cadeia produtiva da borracha no Amazonas”, afirmou Wilson Lima.

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Produção Rural (Sepror), Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável (Idam), Agência de Fomento do Estado (Afeam) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), já trabalha no fortalecimento da cadeia produtiva da borracha no Amazonas. As ações do Estado incluem a abertura de linha de microcréditos, adoção de novas tecnologias, assistência técnica e treinamento, além de visitas aos centros de produção.

“A borracha tem grande potencial, e a indústria de pneus Michelin mostrou que precisa comprar 1.500 toneladas em 2020, e nossa produção em 2019 foi de apenas 400 toneladas. Iremos apoiar tanto o extrativista de borracha, como também incentivar o cultivo consorciado da seringueira com outras culturas de potencial econômico, como é o caso do cacau, café, açaí, cupuaçu em sistemas de SAF – Sistema Agroflorestal”, explicou o secretário de Produção Rural, Petrucio Magalhães Junior.

O diretor-presidente da Agência de Fomento do Estado do Amazonas S.A. (Afeam), Marcos Vinicius Castro, explicou a atuação do órgão para potencializar essa cadeia produtiva no estado.

“Estamos trabalhando em duas fases. Esta é uma cadeia que pode ser revitalizada, e a Afeam vai fazer parte como um dos atores, pois estaremos com nossas linhas de financiamento disponíveis para associações e cooperativas. Os extrativistas vão coletar a matéria-prima e vamos financiar o pagamento no ato da entrega da produção lá na ponta para o extrativista, onde eles vão ter a segurança de receber a subvenção. Em outra parte, estamos em negociação com a usina de processamento de Iranduba, que deve fornecer a matéria-prima processada para as empresas”, disse ele.

“Temos certeza de que essa articulação, que envolve produtores, técnicos, gestores e iniciativa privada vai abrir um novo marco para a reestruturação da cadeia da borracha, uma ação que vai permitir a milhares de famílias no interior mais renda e qualidade de vida”, completou Jório Veiga, secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. 

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