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02/12/2019 | 11:47 - Amazonas / Tecnologia

AM. SESI lança Torneio de Robótica com tema ‘Cidades Inteligentes’

Divulgação - FIEAM

“De alguma forma, dentro do DNA do projeto, essa essência precisa estar presente, porque mostra quem vocês (os alunos) são. Hoje, o principal conceito de cidades inteligentes é que são feitas pelo e para o cidadão. Lembrem-se também que os cidadãos não querem cidades novas, querem cidades melhores e, quando a gente se identifica e tem orgulho da nossa cidade, os projetos saem muito melhores”, explicou.

 

Com auditório lotado de jovens amantes de robótica, de várias instituições de ensino locais, o Serviço Social da Indústria (SESI Amazonas) deu largada ao lançamento do Torneio SESI de Robótica First Lego League (FLL), na sexta-feira, 29, na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM). Palestra “City Shaper (Cidades Inteligentes)”, tema da temporada 2019-2020 da competição, abriu o evento com o expert no assunto, Renato de Castro, que deu dicas sobre elaboração de projetos inovadores para construir cidades cada vez melhores para o futuro.

De acordo com Castro, antes de qualquer coisa, a temática precisa ser desenvolvida nos projetos, aliando e preservando as origens dos jovens. No DNA de cada projeto apresentado na temporada, segundo ele, os jovens precisam ter suas características atreladas às cidades em que vivem, trabalhando, no caso da região Norte, com a biodiversidade, sustentabilidade e valorizando a floresta amazônica.

“De alguma forma, dentro do DNA do projeto, essa essência precisa estar presente, porque mostra quem vocês (os alunos) são. Hoje, o principal conceito de cidades inteligentes é que são feitas pelo e para o cidadão. Lembrem-se também que os cidadãos não querem cidades novas, querem cidades melhores e, quando a gente se identifica e tem orgulho da nossa cidade, os projetos saem muito melhores”, explicou.

Jovens de 9 a 16 anos, público-alvo da competição de robótica, para Castro, pertence a uma geração evoluída e diferenciada à vivida por ele anos atrás, tendo assim oportunidades de fazer cada vez mais a diferença na sociedade. “Estou falando aqui para jovens e chego à conclusão que a geração de vocês está na frente. O que nós, professores, estávamos fazendo na mesma época que vocês? Qual a consciência crítica que tínhamos? O que a gente entendia do nosso entorno? Praticamente nada”, relembrou Castro.

Palestrante de estratégias de internacionalização e atração de investimentos para cidades inteligentes, Castro ressaltou que até o final do ano completará 65 palestras em 20 países diferentes, porém percebe que a capacidade dos jovens é comum, de que podem encarar e resolver os problemas urbanos de forma inteligente para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

“Percebo que vocês jovens têm ideias muitos legais, mas aí vai uma dica primordial também na construção do projeto, cuidado para não desenvolverem uma solução e gerarem outro problema. Por exemplo: se falamos de poluição dos rios e desenvolvermos um projeto para coletar esse resíduo, será que não estarei, de certa forma, incentivando para que a população jogue cada vez mais, já que temos uma maneira de coletar? É importante pensar sempre nos dois lados”, disse o professor.

Dentre os desafios para jovens de escolas públicas, privadas e equipes de garagem, o torneio a ser realizado nos dias 7 e 8 de fevereiro vai estimular a construção de robôs autônomos para cumprimento das missões da temática da temporada. De acordo com a gerente da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa, Ana Karina Holanda, a educação tecnológica presente nas escolas prepara os alunos ao desenvolvimento de habilidades e competências necessárias para o mundo do trabalho.

Para o professor do ensino superior e de mestrado do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Vitor Bremgartner, eventos como esse ajudam também a disseminar a temática da robótica que ainda é pouco explorada nas escolas. Com a presença de 60 alunos do 1º ano do ensino médio técnico dos cursos de mecatrônica e eletrônica da instituição, presente no evento, a ideia é trazer esse jovem para perto do tema e despertar o interesse em áreas que trabalhem conceitos da indústria 4.0.

“Procuramos trazer todos os alunos, sejam antigos ou novos nas escolas, para perto do torneio, porque não é só uma competição, mas diversão, aprendizado e preparação para o mercado de trabalho, visto que são de áreas técnicas e que estão na fase de despertar interesse pelos assuntos. Creio que é muito importante para colaborar na formação profissional deles”, contou Bremgartner.

O evento de lançamento da temporada reuniu alunos e representantes das Escolas SESI do Amazonas, IFAM, Faculdade Martha Falcão, Colégio Militar da Polícia Militar e do Centro Educacional de Tempo Integral Sérgio Pessoa, além das equipes Team Prodixy e Black and White das Escolas SESI, participantes do torneio nacional de robótica neste ano no Rio de Janeiro. 

FIEAM

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