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30/04/2020 | 14:25 - Amazonas / Cotidiano

Base do Ceti precisa de apoio voluntário para continuar a ofertar atividades aos abrigados

FOTOS: Miguel Almeida/Seas

 
 
A base de acolhimento provisório do Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Áurea Pinheiro Braga, na Compensa, zona oeste, precisa da colaboração voluntária de assistentes sociais, psicólogos, profissionais de educação física e educadores sociais e terapeutas ocupacionais para manter e criar atividades para a população em situação de rua atendida naquele local. A base foi criada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), como estratégia de prevenção ao contágio pelo novo coronavírus entre esse segmento da população.
 
A base atende a 120 pessoas em situação de rua com pelo menos três refeições diárias (café, almoço e jantar), serviços de higienização,  atendimento psicossocial e acolhimento. Como são frequentes os casos de dependência química entre os abrigados, uma série de atividades, como rodas de conversa, campeonato interno de futebol e oficinas, são realizadas com objetivo de reduzir a ansiedade dos acolhidos e fortalecer os vínculos do grupo.

A gerente de Alta Complexidade da Seas, Ana Paula Angiole, que coordena o abrigo emergencial, ressaltou que o apoio destes profissionais ajudará muito o trabalho que vem sendo realizado no Ceti Áurea Pinheiro Braga. “Nessa semana mesmo, nós tivemos uma simples oficina de pintura de vasos, e eles amaram tanto que já pediram que toda a semana tenha uma”, disse, fazendo um apelo a quem puder doar terra preta, sementes ou mudas de plantas para deixar os produtos no próprio Ceti. Os vasos serão usados na decoração daquele espaço.
 
De acordo com Angiole, igrejas evangélicas estão dando sua contribuição, com membros indo ao local fazer cultos, rodas de conversa, leituras bíblicas, destacando que isso contribui para reduzir a ansiedade dos acolhidos. A assistente social informou que, majoritariamente, o público que se encontra no Ceti é formado por homens com dependência química que estão sem usar substâncias aditivas, o que provoca crises de abstinência.
 
“A abstinência é alta, e eles precisam extravasar de alguma forma esse desejo, daí a necessidade de criarmos várias atividades para tirá-los da ansiedade”, frisou.
 
Os voluntários interessados em apoiar os trabalhos da equipe social do Ceti podem se dirigir ao Ceti Áurea Pinheiro Braga, na avenida Brasil, s/nº, Compensa III.
 
Atividades – Nesta quarta-feira (29/04), as acolhidas da base do Ceti participaram de rodas de conversa que permitem o reconhecimento das emoções como forma de reduzir os níveis de ansiedade e irritabilidade.  Paralelamente a isso, foi realizado na quadra do Ceti o campeonato interno de futebol.

A oficina “Caminho das Emoções”, trabalho lúdico no qual o participante é conduzido de olhos fechados em um determinado espaço e tem sua sensorialidade estimulada por meio de cheiros, sabores e texturas, foi um dos pontos altos. Angiole, que realizou a dinâmica, explica ela envolve desde o processo do nascimento, passando pela juventude, no qual cada pessoa faz suas escolhas, levando cada participante a refletir sobre trajetória de vida, avaliando o impacto de suas decisões. A ideia é resgatar e reconhecer a importância de um sorriso, uma palavra de conforto, um abraço, um afago.
 
“Nós vamos fazer esse processo até chegar ao ponto de eles compreenderem que são pessoas importantes e valorosas, enquanto seres humanos, e que também possam olhar para o outro como uma pessoa com erros e acertos”.
 
O Ceti Áurea Pinheiro Braga sedia uma das três bases emergenciais de acolhimento provisório, coordenados pela Seas, que conta a parceria das secretarias de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), de Educação e Deporto, de Segurança Pública (SSP-AM) e de Saúde (Susam),  além do Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS), de órgãos municipais  e de Organizações da Sociedade Civil (OSCs).
 

As demais bases estão localizadas na Arena Amadeu Teixeira e no Centro Estadual de Convivência da Família Maria de Miranda Leão, ambas no bairro Alvorada, zona centro-oeste. 

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