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09/06/2020 | 11:25 - Brasil / Brasília

Bolsonaro diz que OMS toma decisões antagônicas no combate ao coronavírus

Foto: Sérgio Lima/Poder360

O presidente Jair Bolsonaro junto ao portão do Palácio da Alvorada

Jair Bolsonaro, falou de casos assintomáticos, disse que transmissão seria “muito rara”, porém, não há essa definição, e quer flexibilização
 
O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta 3ª feira (9.jun.2020) que a OMS (Organização Mundial da Saúde) “tem tomado decisões antagônicas” no combate à pandemia da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Isso porque a infectologista e chefe do departamento de doenças emergentes do órgão, Maria Van Kerkhove, disse que a transmissão por assintomáticos é “muito rara”.
Por outro lado, pessoas contaminadas e ainda em estágio pré-sintomático transmite a doença –e muito. Fora isso, é muito difícil fazer a diferenciação entre os 2 grupos: assintomáticos e pré-sintomáticos. Por isso a importância do isolamento social.
“Foi divulgado ontem, de forma não comprovada ainda –como nada é comprovado no tocante ao coronavírus–, que a transmissão por não sintomáticos é vpraticamentezero”, disse Bolsonaro durante reunião do Conselho de Governo no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.
 
O encontro de ministros era realizado semanalmente de maneira fechada à imprensa. O vídeo da reunião do dia 22 de abril, no entanto, foi divulgado por determinação do ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), depois que o ex-ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) afirmou ao deixar o cargo que o presidente o pressionou para interferir na Polícia Federal. A reunião desta 3ª feira, por isso, foi transmitida ao vivo pela TV Brasil.
Bolsonaro ironizou a imprensa. Segundo ele, a mídia ainda não deu o destaque merecido para as notícias sobre a eventual transmissão “zero” por assintomáticos. O presidente disse que o “compromisso da imprensa brasileira com a verdade acima de tudo” fará acender o debate sobre o fim do isolamento social, a partir das declarações da integrante da OMS.
“Vai ter muita discussão e tenho certeza que a imprensa vai fazer um trabalho maravilhoso no tocante a essas questões”, afirmou.
O presidente também criticou a condução dos trabalhos pela OMS na noite desta 2ª feira (8.jun) ao compartilhar a notícia do portal Jornal da Cidade Online. No Twitter, Bolsonaro escreveu que o órgão internacional agora conclui que pacientes assintomáticos (a grande maioria) não tem potencial de infectar outras pessoas”.
O site citado pelo presidente chegou a ser condenado por propagação de fake news.
 
CLOROQUINA
Bolsonaro disse que uma das decisões antagônicas da OMS foi sobre o uso ou não da hidroxicloroquina e da cloroquina para combater a covid-19. O órgão havia suspendido os testes com o medicamento após 1 estudo publicado pela revista médica The Lancet, uma das mais respeitadas do mundo.
O estudo mostrava os riscos de uso da medicação, mas continha falhas na metodologia –posteriormente reconhecidas pela própria revista. Por esse motivo, a OMS retomou os testes. Outros estudos, no entanto, também colocam em dúvida a eficácia do remédio.
“As pesquisas continuam no Brasil. Não temos a comprovação científica ainda, mas [por] relatos de pessoas infectadas e de médicos, [e] grande parte tem sido favorável ao uso da cloroquina com a azitromicina”, disse o presidente.
Ainda não há dados que comprovem as afirmações de Bolsonaro. Dois ministros da Saúde deixaram o governo durante a pandemia. Um dos motivos para as saídas foi a recusa em mudar a orientação do Ministério da Saúde para uso da cloroquina. Além de não atestarem a eficácia da medicação, as pesquisas apontam risco de arritmia cardíaca.
A mudança do protocolo desejada por Bolsonaro foi realizada sob o comando do general Eduardo Pazuello, que assumiu o Ministério da Saúde após pedido de demissão do oncologista e ex-ministro Nelson Teich. O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que o antecedeu no cargo, também era médico (ortopedista).
 

Fonte: Poder 360 

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