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24/08/2020 | 19:00 - Brasil / Cidades

Com investimentos privados, Governo Federal espera duplicar malha ferroviária do país em 10 anos

Divulgação

Modal corresponde a 15% da matriz de transporte brasileira e o objetivo é chegar a 30% até 2030

 
 
 
As ferrovias brasileiras podem ter um outro cenário em 2030. Isso porque o Governo Federal espera duplicar a malha ferroviária do país em 10 anos, contanto com a participação da iniciativa privada por meio do Programa de Parceria de Investimentos (PPI). Atualmente, o modal ferroviário corresponde a 15% da matriz de transporte do Brasil e o plano do Executivo é chegar a 30% ainda nesta década.
 
A expansão da malha tem relação direta com o agronegócio, já que um dos objetivos é reduzir o custo e melhorar a eficiência logística do setor, que hoje depende basicamente do modal rodoviário. A ideia é conectar as ferrovias aos portos brasileiros.
 
“A primeira grande vitória foi ano passado, o leilão da ferrovia Norte-Sul. Tivemos uma ferrovia que foi vendida com 100% em cima do valor de outorga, por R$ 2,7 bi, e que está gerando investimento de R$ 2,8 bi. Essa obra hoje está em andamento, uma concessão que está indo de Porto Nacional (TO) a Estrela d’Oeste (SP). No final das contas, essa ferrovia pronta proporciona uma ligação do porto de Itaqui (MA) ao porto de Santos (SP). Vamos começar a ver containers saindo de Santos e indo em direção ao Centro-Oeste brasileiro e vice-versa”, explica o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes.
 
Inicialmente, há o planejamento de investimento em três novas ferrovias. A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL); a Ferrogrão; que vai ligar o Centro-Oeste ao estado do Pará; e a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO). Essas linhas, segundo o Ministério da Infraestrutura, devem receber investimentos da ordem de R$ 14 bilhões nos próximos anos.
 
O transporte de cargas por ferrovias é caracterizado pela grande volumetria de material carregado por grandes distâncias, como explica José Augusto Valente, engenheiro e ex-secretário de Política Nacional de Transportes do então Ministério dos Transportes do primeiro mandato do ex-presidente Lula.
 
“A vantagem competitiva do modal ferroviário é transportar grandes volumes de carga a grandes distâncias. Por exemplo, a estrada de ferro Carajás. Hoje a malha ferroviária transporta granel, minério de ferro. São cargas com baixo valor. Essas características também são encontradas no modal aquaviário”, pontua.
 
O Executivo quer leiloar à iniciativa privada, até o fim do governo, mais de 100 ativos em vários modais, incluindo aí as ferrovias, as rodovias e os aeroportos.
Contratos renovados
 
O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou a renovação antecipada dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas e da Estrada de Ferro Carajás, administradas pela mineradora Vale. Os contratos, que se encerrariam em 2027, foram estendidos por mais 30 anos.  O contrato original da Malha Paulista, que venceria em 2028, também foi renovado pelas próximas três décadas. A ampliação da capacidade de transporte deve injetar R$ 6 bilhões em recursos privados em cinco anos. “São três importantes pedaços da malha ferroviária do país que agora passam por um processo de modernização dos contratos, de aumento de capacidade da malha”, ressalta o secretário Nacional de Transportes Terrestres, Marcello da Costa.
 
“Ainda temos velocidades ferroviárias baixas no Brasil. Com essa modernização em cima da malha, que basicamente foi construída no início de 1900, vai aumentar a velocidade média, aumentar a capacidade dos nossos vagões, e uma parte muito importante, vai aumentar a segurança”, completa o secretário.

  

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