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17/01/2020 | 13:05 - Brasil / Esporte

Educação antidopagem alcança 78 mil pessoas em 2019.O futebol é o primeiro na lista de casos.

Divulgação

O futebol foi a modalidade com maior número de casos de violações às regras antidopagem, com 15 ocorrências, seguido pelo ciclismo, com 11, e o fisiculturismo, com 9. As substâncias proibidas mais detectadas foram diuréticos e agentes mascarantes, com 18 casos. Os estimulantes, 13 casos, e os agentes anabólicos, 12, ficaram também entre as maiores ocorrências.

 

“O grande desafio nosso é na área da educação antidopagem, que é a forma de prevenir. Tudo leva como base os valores do esporte. Podemos dizer que o sinônimo de antidopagem é a ética. Dentro da ética podemos trabalhar diferentes valores encontrados no esporte. O que ajuda a manter o jogo limpo é a conduta de cada pessoa que faz parte do jogo”, explica Luisa Parente.


No universo esportivo, o ano de 2020 será importante em função dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, no Japão. Segundo Luisa Parente, o controle antidopagem no país manterá os investimentos de cerca de R$ 8,2 milhões. “Vamos manter o orçamento de 2019, no qual tivemos uma eficiência de quase 100% de utilização. Isso mostra que a gente está atuando de acordo com o planejado. Assim, as ações possibilitam margem para planejar 2021 com um acréscimo no orçamento, pois existe perspectiva de crescimento na área de educação”, analisa.

A secretária aproveitou a oportunidade para anunciar ações que serão implementadas no ano olímpico, como a capacitação ADEL. “Os cursos oficiais da Agência Mundial Antidopagem, com conteúdo totalmente oficial e atualizado, serão traduzidos para o português. Eles são segmentados por categorias. São cursos específicos para atletas, médicos, treinadores, família de atleta etc. Estamos no processo de aquisição e esperamos que os cursos estejam disponíveis ainda no primeiro trimestre, portanto, antes de Tóquio 2020”, revela a secretária.

“Nós também vamos fornecer manual para uma ação antidopagem a todos os proponentes com projetos aprovados na Lei de Incentivo ao Esporte. Temos também a cartilha de capacitação voltada para os profissionais da área de educação física que atuam em projetos sociais da Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (Snelis). Assim, a ideia é trabalhar a capacitação dos profissionais para atuarem com a educação antidopagem como tema transversal ao esporte”, anuncia.O público é movido pelas emoções e resultados que acontecem nas quadras, nos campos, nos ginásios, nas raias ou nas areias.

Porém, o trabalho intenso e silencioso nos bastidores garante a competitividade justa e limpa. Proteger o atleta limpo é a missão da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). Para marcar o Dia Nacional do Jogo Limpo, celebrado nesta quarta-feira (15.01), a secretária nacional da ABCD, Luisa Parente, e o diretor técnico da entidade, André Siqueira, participaram de entrevista ao vivo por meio dos perfis das redes sociais da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.

O trabalho da ABCD busca garantir condições de igualdade para os atletas que brigam por pódios, seja em modalidades olímpicas ou paralímpicas. Com a missão de consolidar a cultura antidopagem no país, a entidade transmite aos atletas que a coragem, a força de vontade, o treinamento e a determinação são os caminhos éticos para alcançar os resultados desejados.

 

Balanço de 2019

A luta contra a dopagem por meio da educação foi intensa em 2019. Crianças, jovens, atletas consagrados, treinadores e comissões técnicas foram impactados por ações educativas. Informações sobre valores éticos e morais no esporte, respeito aos adversários, honestidade e disciplina foram conceitos transmitidos pela ação #JogoLimpo. Cerca de 78 mil pessoas foram impactadas pelo programa de educação antidopagem.

Além de promover trabalhos voltados para prevenção, a ABCD realizou coletas para testes durante períodos de competição e fora de competição. Foram 8.697 operações de controle de dopagem, das quais 59 tiveram resultados analíticos adversos, identificados com positivos para substâncias proibidas.

O futebol foi a modalidade com maior número de casos de violações às regras antidopagem, com 15 ocorrências, seguido pelo ciclismo, com 11, e o fisiculturismo, com 9. As substâncias proibidas mais detectadas foram diuréticos e agentes mascarantes, com 18 casos. Os estimulantes, 13 casos, e os agentes anabólicos, 12, ficaram também entre as maiores ocorrências.

ME
 

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