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23/05/2020 | 11:40 - Amazonas / Saúde

Não serão assolados pela Covid-19', diz prefeito, ao anunciar vagas para indígenas no hospital de campanha

Fotos – Divulgação / HCM

 
 
Conforme anunciado pelo prefeito Arthur Virgílio Neto, o hospital de campanha municipal Gilberto Novaes, no Lago Azul, zona Norte, já conta com uma área para atender indígenas infectados pelo novo coronavírus. Três pacientes das etnias witoto, munduruku e baniwa, que residem na comunidade Parque das Tribos, bairro Tarumã, zona Oeste, foram os primeiros pacientes a ocuparem a enfermaria aberta na sexta-feira, 23/5, com seis vagas de internação.
 
“Entramos nessa luta para ajudar nossos irmãos indígenas e não vamos deixar que sejam assolados por essa terrível doença, que é a Covid-19. Estamos fazendo busca ativa nas comunidades indígenas da capital aos pacientes com sintomas e os direcionando ao hospital de campanha municipal, para fazer o tratamento precoce e que pode diminuir as chances de novas mortes", afirmou o prefeito de Manaus.
 
Arthur Virgílio também destacou a parceria com o grupo Samel e o instituto Transire, que está levando o método da “cápsula Vanessa” e o protocolo utilizado no hospital de campanha da prefeitura aos demais municípios do Amazonas. “Claro, que é no interior que está a maioria dos índios, por isso, estamos levando o método da ‘cápsula Vanessa’ também para outros municípios do Amazonas. Esse é o propósito da campanha #SOSAmazônia, salvar a vida e a história cultural dos povos tradicionais", explicou.
 
O hospital de campanha conta com 162 leitos ativos, dos quais 39 UTIs. Atualmente, além dos pacientes da capital, pacientes de municípios do interior do Estado também estão recebendo tratamento na unidade municipal. Desde o dia 8 de maio, já passaram pelo hospital pacientes vindos de municípios como Autazes, Coari, Codajás, Itacoatiara, Nova Olinda do Norte e Manacapuru.
 
Os três pacientes, entre os quais uma indígena de 92 anos, da etnia baniwa, realizaram tomografia e seguiram os protocolos de atendimento para internação.
 
“Nós recebemos esses três indígenas da mesma forma que recebemos todos os pacientes, tanto de Manaus quanto do interior. É uma satisfação atendê-los com excelência e poder devolvê-los recuperados. O Amazonas é o Estado que detém a maior população indígena do Brasil, então nada mais justo que estendermos as mãos, para cuidar da saúde desses povos”, comentou Ricardo Nicolau, coordenador do hospital de campanha.
 

Texto – Mônica Figueiredo / HCM 

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