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15/05/2020 | 16:40 - Brasil / Brasília

Nelson Teich, ministro da Saúde, pede demissão

Sérgio Lima / Poder 360

Nelson Teich foi ministro da Saúde do governo do presidente Jair Bolsonaro

 
Substituiu Mandetta no cargo, ficou menos de um mês.
 
O ministro Nelson Teich (Saúde) pediu demissão na manhã desta 6ª feira. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde. A pasta deve detalhar o caso em entrevista durante a tarde.
 
O general Eduardo Pazuello, secretário-executivo da pasta, assume o cargo interinamente. Pazuello foi colocado no ministério por sua capacidade de organização logística. Sua nomeação, junto com outros militares, levantou suspeitas de que Nelson Teich seria tutorado na pasta.
 
Teich é o 2º comandante do ministério a deixar a função durante a pandemia do coronavírus. O ministro anterior foi demitido em 16 de abril. Teich assumiu a cadeira da Saúde em 17 de abril, estava para completar 1 mês.
 
Teich esteve no Palácio do Planalto para conversar com Jair Bolsonaro às 11h. A relação dos dois vinha se degenerando porque o presidente defende abertamente o uso do remédio cloroquina como tratamento para a covid-19. Nem a OMS (Organização Mundial da Saúde) nem o Ministério da Saúde reconhecem algum fármaco ou vacina como cura para a doença. Bolsonaro queria que o ministro recomendasse o medicamento. Ele resistia.
Em sua tradicional live desta 5ª feira, o presidente da República falou de sua expectativa sobre o ministro da Saúde: “Acho que amanhã o Nelson Teich dá uma resposta pra gente. Acho que vai ser pela mudança do protocolo para que se possa aplicar, cloroquina a partir dos primeiros sintomas”.
Teich reclamava também de não ter sido ouvido sobre o decreto do presidente que liberava a reabertura de academias, salões de beleza e barbearias. Na segunda  feira, Teich foi surpreendido com a pergunta de um repórter a respeito da medida. Não sabia do que se tratava.
 
Teich sofria desprestígio dentro e fora do governo. Prefeitos relatam que preferiam tratar de assuntos relevantes com o general Pazuello.
O ministro lidava ainda com a suspeita de estar sendo tutelado por conta da presença de militares em cargos de chefia no ministério. Em conferência com deputados, Teich se defendeu: “Embora possa existir militares, outros profissionais, a liderança é minha”. Em outro momento, afirmou que os militares só ficariam na pasta durante a pandemia.
 
MANDETTA: “OREMOS”
O antecessor de Teich, Luiz Henrique Mandetta, publicou twitter logo depois da notícia da demissão de Teich ser veiculada. Na mensagem, diz: “Oremos. Força SUS. Ciência. Paciência. Fé!”.
 
Mandetta entrou em atrito com Bolsonaro por defender o isolamento social, enquanto o presidente pedia a reabertura da economia.
 
O presidente defende que a cura da covid-19 não pode ser pior que a doença e que os comércios não podem ficar fechados. Acredita que, acabando com o isolamento, reaquece a economia. Já Mandetta, assim como a OMS, achava que o isolamento social era a melhor saída para frear as infecções do novo coronavírus.
 
TEICH É O 10º A SAIR
Eis os ministros que já deixaram suas funções no governo Bolsonaro.
 
 
 
Fonte: Poder360 
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