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15/05/2020 | 17:45 - Amazonas / Cidades

Prefeito de Manaus lamenta saída de Nelson Teich e critica postura do presidente Bolsonaro

Foto – Alex Pazuello / Semcom

 
 
“Ninguém aguenta mais o Bolsonaro”, disse o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, ao lamentar a saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde na tarde desta sexta-feira, 15/5.  O ex-ministro havia se comprometido a mandar ajuda direcionada às etnias indígenas do Estado do Amazonas, após reunião com o prefeito em visita a Manaus no início deste mês.
 
 
O prefeito também criticou a forma como o presidente Jair Bolsonaro vem se portando diante da pandemia do novo coronavírus, destacando o quanto ele prejudica o isolamento social e gera instabilidade nos trabalhos de combate à Covid-19. 
 
 
“Assisto estarrecido à saída do ministro da Saúde, Nelson Teich. O presidente Bolsonaro continua com seu 'show' de ingestão à frente do maior cargo Executivo do nosso país. A demissão de ministros em plena pandemia é um forte e claro sinal de incompetência. Age como um tirano, quem não concorda é retirado, sem que sejam medidas as consequências de tal atitude. Não sei até quando o ministro Paulo Guedes irá aguentar as desfeitas e afrontas”, disse Arthur Virgílio Neto.
 
 
Para o prefeito de Manaus, as atitudes do governo federal estão gerando um cenário catastrófico no sistema de saúde do país. “O ministro Luiz Henrique Mandetta ia bem, aí o Bolsonaro vai e o demite. O ministro Nelson Teich veio aqui [em Manaus] e eu fiquei encantado com ele, porque há muito tempo não via uma pessoa que me passasse nos olhos tanta vontade de fazer coisas boas”, lamentou. 
 
 
“O maior inimigo da pandemia é o presidente da República. Nós dizemos para a população ficar em casa e ele manda ir para a rua. Eu não consigo entendê-lo e nem apreciar o que ele faz. O presidente falou em abrir tudo, o que significa dizer que ele tem alguma coisa do Hitler dentro dele. É um genocida”, desabafou o prefeito.  
 
 
O secretário-executivo do ministério da Saúde, general Eduardo Pazuello, deve assumir interinamente a pasta, até que o presidente defina o nome do novo ministro. 
 
 Texto – Ulysses Marcondes / Semcom

 

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