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04/06/2020 | 16:45 - Amazonas / Cidades

Prefeitura viabiliza parceria para centro de isolamento e observação para indígenas warao

Fotos - Altemar Alcântara/ Semasc

 
       
Uma das primeiras cidades brasileiras a adotar o Plano de Ajuda Humanitária aos Refugiados Venezuelanos, recebendo e acolhendo dentro desse fluxo migratório indígenas da etnia warao, Manaus agora conta com o Centro de Isolamento e Observação para pacientes desse grupo vulnerável com casos mais leves de Covid-19. O espaço é fruto da parceria com a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) e foi implantado em uma escola municipal da zona Centro-Sul.
 
“Temos somado esforços para proteger as populações mais vulneráveis neste momento de pandemia e a participação de uma importante organização como a dos Médicos Sem Fronteiras, sem dúvida, é fundamental para ampliar e respaldar nossas ações. Agradeço, em nome de todo o povo de Manaus, por essa parceria que sei vai nos ajudar a salvar muitas vidas”, disse o prefeito Arthur Virgílio Neto, destacando o trabalho integrado das secretarias municipais no acolhimento, atendimento médico e de assistência social para os indígenas venezuelanos.
 
O Centro de Isolamento e Observação conta com nove espaços restritos. Cada um comporta até dez pessoas da mesma família, dispondo de redes e estrutura para o período de observação da doença. No espaço, os pacientes indígenas contam com as três refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar), sendo o almoço doado pela Organização Internacional de Migração (OIM). Três famílias já são acompanhadas no local, que terá gestão compartilhada entre as secretarias municipais da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) e Saúde (Semsa), com base no Plano de Enfrentamento à Covid-19 específico para os indígenas warao, devido à alta vulnerabilidade dos refugiados.
 
“Montamos este espaço para membros da comunidade warao que possuem sintomas leves de Covid-19, para ficarem isolados dos demais indígenas da comunidade dos espaços de acolhimento. O Médicos Sem Fronteiras montou a estrutura com a prefeitura e outros parceiros”, destacou a gerente-médica do MSF, Junia Cajazeiro.  A organização também disponibilizou suporte de médicos para auxiliar as equipes de profissionais de saúde e assistência social do município.
 
“As famílias foram sensibilizadas antes de irem à área de isolamento social, elas não passaram somente pelo acompanhamento de saúde, mas também de assistência social. Trabalhamos em conjunto com os xamãs da comunidade para que fortalecessem a parceria com o acompanhamento médico, ou seja, o diálogo com a comunidade fez parte da área social”, explicou a diretora do Departamento de Proteção Social Especial (DPSE) da Semasc, Mirella Lauschner. Segundo ela, a medida é uma forma de fortalecer os vínculos da comunidade indígena, para que ela possa ter a assistência necessária durante a pandemia.
 
Atenção integral
 
A Prefeitura de Manaus manterá uma equipe de saúde fixa no espaço de isolamento para acompanhar diretamente os pacientes todos os dias, em horário integral e pela parte da noite. Conforme a chefe do núcleo de Saúde dos Grupos Especiais da Semsa, Wanja Dias, a equipe é composta por enfermeiros, técnicos de enfermagem e um médico. O acompanhamento também busca evitar que os indígenas se desloquem para outros pontos, para que não transmitam ou fiquem expostos à Covid-19.
 
“A equipe desenvolve atividades de consultas médicas, enfermagem, dispensação de medicamento e acompanhamento de outros agravos, por conta do perfil epidemiológico que o órgão elaborou. A Semsa sabe da vulnerabilidade social dos indígenas e, por conta disso, há uma necessidade de continuidade do cuidado em saúde”, pontuou Wanja.
 
 
Parceria
A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteira já realiza ações em seis abrigos para refugiados da etnia warao e pessoas em situação de rua administrados pela Prefeitura de Manaus, com atividades de promoção à saúde, além de ações para garantir medidas adequadas de higiene e prevenção da Covid-19, bem como trabalha com vigilância médica para identificar casos suspeitos.
 
A organização passou a atuar com ações de combate ao novo coronavírus em Manaus a partir de abril. Os projetos do MSF são financiados com recursos oriundos de doações, 95% delas provenientes de fontes privadas e a maioria de doadores pessoas físicas. A organização atua de maneira neutra, independente e imparcial, guiada exclusivamente pela necessidade de seus pacientes e pela ética médica.
 

Texto - Alexsandro Machado/ Semasc 

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