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06/05/2020 | 20:30 - Amazonas / Saúde

Roda de conversa promove debate sobre as causas e consequências do sequestro emocional

Fotos: Divulgação/Seduc

 
 
Nova edição da 'Sala do Professor' foi ao ar nesta quarta-feira (06/05), nos canais do 'Aula em Casa' 
 
O sequestro emocional, que é quando a pessoa perde o controle sobre as próprias emoções, foi o tema da "Sala do Professor" desta quarta-feira (06/05). A doutora em Ciências da Educação e analista comportamental Cibele Monteiro e a médica psiquiatra Selma Haddad falaram sobre o tema, suas causas e consequências, durante a nova edição da roda de conversa da Secretaria de Estado de Educação e Desporto.
 
Monteiro diz que é importante trazer a discussão para os pais, alunos e corpo docente, porque a pandemia gera sensações de medo e pânico e as pessoas precisam ficar esclarecidas sobre o que pode estar ocorrendo. 
 
“A gente está vivendo um momento de distanciamento social no qual a gente fica muito tempo dentro de casa, muito tempo com as mesmas pessoas, com estímulos emocionais muito fortes que geram medo e angústia. Quando a gente passa por estímulos frequentes e intensos, pode entrar em um sequestro emocional e isso pode gerar um estímulo tão forte que a pessoa não consegue acessar o cérebro racional, só o emocional”, explica a doutora em Ciências da Educação. 
 
A psiquiatra Selma Haddad esclarece que o medo e a ansiedade são estímulos bons porque são eles que nos alertam de perigos, por exemplo. Entretanto, quando eles passam a ocupar os pensamentos durante muito tempo, são alertas para doenças mentais. A sensação de impotência e de controle exagerados podem converter os sinais psicológicos em físicos, como falta de ar, falta de apetite, insônia e dores no corpo. 
 
“O nosso cérebro é altamente sugestionável, ele sofre grande influência do ambiente e não temos como nos blindar totalmente. O que a gente pode fazer é trabalhar algumas maneiras para separar o que é real do que é imaginário. O isolamento social pode trazer uma tristeza maior e, ainda hoje, é tabu procurar psicólogos e psiquiatras, mas, se houver necessidade, procure um profissional como procuraria qualquer outro médico”, orienta Haddad.
 

Como lidar - Blindar-se e evitar o exagero de informações sobre o coronavírus. O excesso de informações pode causar o medo e ansiedade demasiados. Meditações guiadas também acalmam e ajudam a levar a mente para um lugar mais saudável. Os exercícios físicos promovem endorfina, que é o hormônio necessário para o bem-estar. Fazer atividades que causam prazer. Tomar pelo menos 30 minutos de sol diariamente, pois a vitamina D contribui para a melhoria das sensações. Nos casos mais graves, é importante procurar ajuda médica e adotar todas as medidas de segurança contra a Covid-19. 

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