Brasília Cidades Ciência Cotidiano Cultura Economia Educação Energia Entretenimento ESPECIAL PUBLICITÁRIO
GALERIAS RÁDIO TV
notícias
01/10/2020 | 16:05 - Brasil / Meio Ambiente

Rosa Weber dá 48h para Ricardo Salles explicar revogaço do Conama

Foto: Antonio Cruz/ABr

Criticado, Salles perdeu gerência sobre questões da Amazônia para Mourão.

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou prazo de 48 horas para que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, preste informações sobre a decisão do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que revogou regras de proteção à manguezais e restingas.
"Diante da urgência qualificadora da tutela provisória requerida e da relevância do problema jurídico-constitucional posto, requisitem-se informações prévias ao Ministro de Estado do Meio Ambiente , a serem prestadas no prazo de 48 horas. Dê-se ainda vista ao Advogado-Geral da União e ao Procurador-Geral da República, no mesmo prazo", diz a ministra.
A decisão da ministra atende a um pedido de liminar elaborado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) que solicitou a suspensão da revogação das normas de preservação e a intimação de Salles para que preste esclarecimentos.
Questionado, o Ministério do Meio Ambiente ainda não se manifestou sobre o tema.
Nesta quinta-feira (1) o PSB também foi ao STF pedindo a suspensão imediata dos efeitos das resoluções aprovadas durante a 135ª Reunião Ordinária do Conama. A legenda também pede seja julgada procedente a ação direta declarando-se a inconstitucionalidade da resolução. (confira aqui)
Conama
Em reunião que ocorreu na manhã de segunda-feira (28) o Conama, comandado pelo ministro Ricardo Salles, revogou três normas de preservação ambiental. As resoluções revogadas foram a 284/2001, que trata de regras para o licenciamento de empreendimentos de irrigação; a 302/2002, que dispõe sobre os parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente de reservatórios artificiais e o regime de uso do entorno, e a 303/2002, que dispõe sobre parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente.
Uma liminar expedida pela Justiça Federal do Rio de Janeiro suspendeu na terça-feira (29) parte das revogações aprovadas. O entendimento da magistrada a partir da ação popular vale para a resolução 302/2002, que dispõe sobre os parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente de reservatórios artificiais e o regime de uso do entorno, e a 303/2002, que dispõe sobre parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente.

Segundo os autores da ação, a revogação de tais normas "viola o direito constitucional a um meio ambiente ecologicamente equilibrado". 

Congresso em foco

deixe seu comentário

Nome:

E-mail:

* Seu e-mail não será publicado

Mensagem:
Acompanhe nas redes sociais

© 2006 - 2020 Roteiro Amazônico. Todos os direitos reservados.

sob liçença