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04/07/2020 | 18:10 - Amazonas / Notícias

Secretária de Saúde do AM será liberada da cadeia após meia-noite, diz Seap; outros quatro presos vão para prisão domiciliar

Foto: Diego Peres/Secom

Simone Papaiz assumiu Susam durante pandemia de Covid-19, em abril.

Seap informou que presos em operação da Polícia Federal que investiga suposto desvio na compra de respirados no AM irão sair do presídio até fim deste sábado (4).
 
A secretária de Saúde do Amazonas, Simone Papaiz, presa pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em esquema de compra de respiradores durante pandemia, será liberada do Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF) após a meia-noite deste sábado (4), segundo informou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), por meio de nota. A secretária estava presa na unidade desde terça-feira (30), quando a PF deflagrou a Operação Sangria, que também tem como alvo o governador Wilson Lima.
 
Na manhã deste sábado, a empresária Renata Mansur já havia sido liberada do presídio onde estava custodiada, no interior de São Paulo. A Seap informou que outras quatro pessoas presas na operação Sangria tiveram a prisão temporária convertida em domiciliar, pelo prazo de cinco dias. Outras duas pessoas, junto de Papaiz, serão colocadas em liberdade com o fim do prazo da prisão temporária.
 
De acordo com a Seap, vão para prisão domiciliar: Fábio José Antunes Passos (dono da FJAP Importadora), João Paulo Marques dos Santos (ex-secretário de saúde), Alcineide Figueiredo Pinheiro (ex-gerente de compras da secretaria de saúde) e Luciane Zuffo Vargas de Andrade (dona da empresa Sonoar), que serão liberados no final da tarde deste sábado.
 
Junto da secretária de Saúde do Estado, também serão colocados em liberdade, com o fim do prazo da prisão temporária, o ex-secretário executivo adjunto de saúde, Perseverando da Trindade Garcia Filho e o empresário Cristiano da Silva Cordeiro, que serão liberados após a meia-noite, segundo a Seap.
 
A operação, deflagrada na terça-feira (30), cumpriu mandados na sede do governo do estado e na casa do governador. Em um dos endereços, em Manaus, encontraram R$ 13,7 mil em dinheiro em uma gaveta. Também foram na secretaria de saúde, na capital.
 
Um documento da Polícia Federal que relata itens apreendidos durante a operação aponta que foi encontrada uma folha de anotações na mesa do gabinete do governador Wilson Lima, na qual consta uma lista com nomes de oito deputados estaduais do Amazonas, ao lado de uma anotação: "5%". O governador declarou que as anotações eram avulsas e sem conexão.
 
A Rede Amazônica teve acesso ao depoimento da empresária Renata Mansour, ex-sócia da Sonoar, à Polícia Federal. Ela citou o nome do empresário e médico Luiz Avelino, marido da Secretária de Comunicação do Governo do Estado, Daniela Assayag, e afirmou, ainda, que foi coagida a ficar "quieta de tudo" porque o médico não poderia aparecer por ser esposo da secretária.
 
Investigadores informaram à TV Globo que o governador Wilson Lima, não quis fornecer a senha de dois celulares apreendidos. Ele estava em Brasília quando os mandados foram cumpridos. A PF chegou a pedir a prisão de Lima, mas Falcão disse que, "ao menos neste momento", isso não se justifica.
 
Segundo a investigação, foram identificadas compras superfaturadas de respiradores; direcionamento na contratação de empresa; lavagem de dinheiro; e montagem de processos para encobrir os crimes praticados com a participação direta do governador.
 
No requerimento, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo sustenta que as investigações permitiram, até o momento, "evidenciar que se está diante da atuação de uma verdadeira organização criminosa que, instalada nas estruturas estatais do governo do estado do Amazonas, serve-se da situação de calamidade provocada pela pandemia de Covid-19 para obter ganhos financeiros ilícitos, em prejuízo do erário e do atendimento adequado à saúde da população".
 
Em um dos contratos investigados foi encontrada suspeita de superfaturamento de, pelo menos, R$ 496 mil, segundo a investigação. A força-tarefa também apurou que os respiradores foram adquiridos por valor superior ao maior preço praticado no país durante a pandemia, com diferença de 133%.
 

Fonte: G1 Amazonas 

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