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18/05/2020 | 17:35 - Brasil / Brasília

Senadores lamentam que Brasil seja o 4º país com mais infectados pela covid-19

Divulgação Govesp

No fim de semana, o Brasil ultrapassou a marca de 16 mil mortes causadas pelo novo coronavírus

 
 
Enquanto o Brasil registrava a marca de mais de 16 mil mortes por covid-19 no fim de semana, tornando-se o quarto país no mundo recordista em número de infectados, com mais de 200 mil, senadores usaram seus perfis nas redes sociais para lamentar e se solidarizar com as famílias enlutadas, além de criticar a forma como o governo federal tem conduzido a crise provocada pela pandemia.  
 
“O Brasil alcançou nesta noite (domingo) 16.118 brasileiros mortos pela covid-19. Pais, mães, crianças, avós, avôs...São tantas histórias que se perdem...No mesmo dia, bolsonaristas voltam a se aglomerar em Brasília, com a presença de Bolsonaro, para debochar dessas mortes. Revoltante!”, disse o senador Rogério Carvalho (PT-SE) no Twitter.  
 
Líder do PT no Senado, Rogério fez referência à manifestação ocorrida em Brasília nesse domingo (17), quando apoiadores do governo se aglomeraram em frente ao Palácio do Planalto, com a presença do próprio presidente Jair Bolsonaro, contrariando as orientações de distanciamento social recomendadas pela Organização Mundial de Saúde.
 
No sábado (16), ao lamentar o fato de o Brasil ter superado o total de 15 mil mortos pela doença, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) criticou no Twitter a ausência de um plano de enfrentamento à covid-19 sob a responsabilidade do governo federal.  
 
“Hoje o Brasil superou a Itália e a Espanha, e agora somos o quarto país no mundo em casos de covid-19. Foram 816 novos óbitos em 24h, totalizando 15.633. O país está sem ministro da Saúde, sem um plano para combater o vírus. O Brasil não tem presidente, tem um genocida no poder!”, afirmou.
 
“Já são quase 15 mil os casos registrados de vítimas do vírus no Brasil. Nossa solidariedade às famílias e nosso pesar por suas perdas”, publicou o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) no twitter ainda no sábado, antes da atualização dos números pelo Ministério da Saúde.
 
Lockdown
 
Diante do avanço do contágio pelo novo coronavírus e do risco de esgotamento do sistema público de saúde, alguns estados e municípios decidiram aplicar medidas mais rígidas de isolamento social. O chamado lockdown, termo em inglês que significa bloqueio total, já está sendo adotado em cidades ou locais específicos (bairros ou avenidas) nos estados do Amapá, Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, Maranhão, Pará, Paraná, Pernambuco, Roraima e Tocantins.
 
Os decretos que estabelecem as normas desse isolamento mais rígido bem como as punições caso sejam descumpridas variam entre as localidades. As regras geralmente restringem a circulação de pessoas e veículos — até mesmo com o uso de barreiras e exigência de documentação que comprove a justificativa da locomoção — e delimitam atividades essenciais, basicamente as que são ligadas a saúde, transporte, segurança e alimentação.
 
No Amapá, onde já se registram 119 mortes pelo coronavírus e quase 4 mil pessoas infectadas, as medidas de lockdown serão adotadas em todo o estado a partir desta terça-feira (19).
 
Para Randolfe, além da decretação do isolamento mais rígido, é preciso garantir que o sistema público de saúde tenha condições mínimas para atender o crescente número de pessoas infectadas e as que se encontram em estado grave. Ele relatou no Twitter que no estado a situação é particularmente mais grave em comparação a outras unidades da federação por registrar falta de recursos, leitos de UTI, enfermarias, insumos e profissionais da saúde. Nesta segunda-feira (18), Randolfe informou que protocolou uma representação no Ministério Público Federal do Amapá contra o governo estadual para que sejam tomadas medidas que alterem esse cenário.
 
“Mesmo diante do grave quadro que assola o nosso estado, as autoridades não têm adotado as medidas necessárias de enfrentamento da pandemia da covid-19. São inúmeros os fatos que sinalizam a omissão das autoridades”, cita na ação.
 
Pernambuco
 
Moradores de Recife e de mais quatro cidades do entorno passaram a cumprir regras mais rígidas de isolamento desde sábado (16).  De acordo com as medidas, que vão valer até o final do mês, só pode sair de casa quem exerce alguma atividade considerada essencial. É preciso mostrar um documento que comprove a necessidade do deslocamento.
 
Ao publicar no Twitter um georreferenciamento feito pela Inloco – empresa com escritórios no Brasil e nos Estados Unidos – o qual indica que Pernambuco atingiu o maior índice de isolamento social do país (60%) no sábado, o senador Humberto Costa (PT-PE) disse apoiar a medida como método para minimizar os riscos de contágio pelo coronavírus.
 
“Esse é o único remédio que nós temos com comprovação científica da sua eficácia. Esse é o caminho”, acrescentou.
 
Conforme últimos dados do Ministério da Saúde, Pernambuco já registra mais de 1,5 mil mortes pela covid-19 e tem taxa de ocupação de leitos de UTI em 52,2%.
 
Para o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), as medidas restritivas são importantes, desde que sejam adotadas com base em estudo científico e com a responsabilidade política das suas consequências. No Tocantins, 33 cidades devem seguir essas regras e, segundo o senador, seguirão as orientações da Secretaria Estadual de Saúde. Além dessas iniciativas, Eduardo defende como prioridade na prevenção do contágio o cuidado com o trabalhador que vai continuar saindo de casa para exercer atividade essencial.
 
— É importante a prioridade nas condições de prevenção que as cidades precisam ter. A cada dia que passa, junto com a dificuldade econômica, tem uma necessidade muito grande de cuidar das pessoas que tem por obrigação sair de casa. Não aquelas que tem opção, como nós, que conseguimos ficar em quarentena, mas aquelas que realmente necessitam prestar serviços e estão nas suas atividades essenciais. Me parece cada dia mais importante o uso de máscara, disponibilização de álcool em gel e outras medidas para que essas pessoas se sintam protegidas e diminua a incidência de contágio — defendeu à Agência Senado.
 
O suporte às unidades de saúde e a decretação de medidas de distanciamento social relativamente leves, segundo o senador Telmário Mota (Pros-RR), são alguma ações rápidas aplicadas por governantes. No entanto, ele avalia que em alguns municípios, como no caso de Bonfim (RR), foi necessária a adoção do lockdown para reduzir o aumento da contaminação pelo vírus.
 
— No meu estado, o município de Bonfim, teve que adotar o lockdown porque as outras medidas não estavam evitando a contaminação. Portanto, eu apoio essas providências porque nós devemos salvar a vida do nosso povo. A contaminação rápida ela vai superlotar as unidades de saúde que não vão poder atender a população — disse à Agência Senado.
 
Fonte: Agência Senado

    

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