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30/05/2020 | 20:45 - Brasil / Brasília

Tudo aponta para uma crise, diz Bolsonaro sobre Judiciário e governo

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Presidente Jair Bolsonaro durante entrevista com jornalistas no Palácio do Planalto

 
 
Publicou no Facebook e no Twitter, citou ações de órgãos e notícias
 
 
O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (30.mai.2020), em mensagem publicada nas redes sociais, que “tudo aponta para uma crise” em referência aos movimentos do Judiciário e do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre atuações quem envolvem o governo federal e a família do presidente.
 
Ele destacou 14 tópicos que justificam a afirmativa. No 1º deles, disse que os jornais tratam de “decisões envolvendo a atuação do Supremo Tribunal Federal, da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União e do Tribunal Superior Eleitoral em relação ao governo Bolsonaro e seus aliados”. 
 
Ele exemplificou o pedido de investigação do ministro do STF, Celso de Mello, contra o seu filho e deputado federal, Eduardo Bolsonaro, por crime de incitação à subversão da ordem política ou social.
 
Celso de Mello pediu à Procuradoria-Geral para investigar crime contra a Segurança Nacional. Ao criticar o inquérito que investiga disseminação de fake news, que tem como alvo apoiadores do presidente Bolsonaro, disse que será necessária uma ação mais “enérgica” contra o STF (Supremo Tribunal Federal).
 
“Até entendo quem tem uma postura moderada para não chegar num momento de ruptura, de cisão ainda maior, de conflito ainda maior. Eu entendo essas pessoas que querem evitar esse momento de caos, mas, falando abertamente, opinião de Eduardo Bolsonaro, não é mais uma opinião de se, mas de quando isso vai ocorrer”, disse o deputado.
 
Eduardo Bolsonaro disse ainda que não se trata de uma questão de “se”, e sim “quando” haverá uma ruptura político-institucional.
 
Em publicação no Twitter, o presidente também publicou 1 vídeo do ministro Alexandre de Moraes durante o discurso de posse no STF (Supremo Tribunal Federal). Disse: “mais um vídeo de Alexandre de Moraes e as liberdades”.
 
 
 
O presidente foi alvo de críticas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Em live no Instagram, disse que Bolsonaro “desorganiza e gera insegurança”.
 
 
 TUDO APONTA PARA UMA CRISE:
 

1. Primeiras páginas dos jornais abordaram com diferentes destaques, as decisões envolvendo a atuação do Supremo Tribunal Federal, da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União e do Tribunal Superior Eleitoral em relação ao governo Bolsonaro e seus aliados.

2. O ministro do STF, Celso de Mello, fez um pedido de investigação contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro, à Procuradoria Geral da República, por crime de incitação à subversão da ordem política ou social. A prática viola a Lei de Segurança Nacional.

3. A notícia-crime foi protocolada na Corte depois do parlamentar dizer, em um vídeo publicado nas redes sociais, que não se trata de uma questão de “se”, e sim “quando” haverá uma ruptura político-institucional.

4. Nas primeiras páginas dos jornais, o pedido da Polícia Federal para a prorrogação das investigações do inquérito, no âmbito do STF, que apura se o PR interferiu politicamente, ou não, na PF, segundo a acusação do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. PF que ouvir oficialmente o PR sobre a denúncia.
 
5. Estadão e O Globo publicam, em suas primeiras páginas, o pedido do ministro Og Fernandes, do Tribunal Superior Eleitoral, para que a chapa Bolsonaro/Mourão se manifeste, em três dias, sobre a inclusão de informações do inquérito das fakenews em dois processos da Justiça Eleitoral, que questionam a diplomação dos dois.

6. A acusação é a de que a chapa usou empresas para efetuar disparos em massa de mensagens com notícias falsas contra opositores.?
*- Estadão realça que esse seria o caminho mais próximo para retirá-los do Poder. *

7. Segundo o Estadão, a investigação do STF para apurar ameaças, ofensas e fakenews contra ministros e familiares da Corte pode chegar ao chamado “gabinete do ódio”, que trabalharia próximo ao PR e seria comandado pelo vereador Carlos Bolsonaro. Faltando 45 dias para ser concluído, o jornal já fala da intenção dos investigadores de prorrogar o inquérito.

8. Estadão notícia que o “gabinete do ódio” também entrou na mira do Tribunal de Contas da União. O subprocurador, Lucas Furtado, ingressou com uma representação para que o plenário do TCU analise se a ação do grupo de servidores é financiada, ou não, por recursos públicos. O grupo teria 23 servidores trabalhando na assessoria especial do gabinete presidencial.

9. A Rede desistiu da ação que apresentou no ano passado, que solicitava o fim do inquérito aberto para apurar ataques e ofensas ao Supremo Tribunal Federal. Agora, o partido não quer o final do inquérito, que serviu para o ministro-relator do caso, ministro do STF, Alexandre de Moraes, acusar um rol de pessoas ligadas ao PR. E que a PGR quer suspender.

10. O inquérito, diz o partido, apresentava “inquietantes indícios antidemocráticos”, mas, um ano depois, “se converteu em um dos principais instrumentos de defesa da democracia”. Oportunismo jurídico. O ministro Edson Fachin decidirá se aceita ou não o pedido da Rede.

11. Jornais também destacaram nas suas capas o manifesto dos procuradores da República, com a assinatura de 590 de 1.150 integrantes do MPF, para a adoção da lista tríplice para a nomeação do chefe da instituição.

12. Segundo a leitura política da mídia, o manifesto é uma reação à postura do atual PGR, Augusto Aras, que estaria favorecendo o PR, e foi escolhido fora da lista tríplice encaminhada ao Presidente da República.

13. Na capa da Folha de S. Paulo e do O Globo o fato do ministro da Educação, Abraham Weintraub, ter ficado calado no depoimento à Polícia Federal, no prédio do MEC, sobre suas declarações contra os ministros do STF na reunião ministerial do dia 22 de abril.

14. PR lhe concedeu a medalha do mérito naval, que a mídia entendeu como uma “provocação.” Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, voltou a atacar Weintraub, lamentando o país ter um “ministro tão desqualificado.”
 
 

    

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